quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Sobras de um Natal selvagem


Paz, felicidade, amor, fé, luz e união são palavras que valem só para os humanos na época do Natal. Para os perus a coisa é diferente. Os coitados são estraçalhados sem dó nem piedade pela grande maioria dos católicos não-vegetarianos no mundo. É uma época de luto e pesar para as tenras e saborosas aves galiformes do gênero Meleagris. Para elas, não há feliz Natal nem sequer um ano novo. É uma pena, desculpem o trocadilho.

"...de dia é mercearia, de noite é sambão..."


Observo uma tendência nascendo. Muitos estabelecimentos estão apostando na dupla personalidade para perseverar nos negócios. Este aqui é um exemplo fantástico. Na Rua Augusta, quase esquina com a Estados Unidos, existe uma singela e familiar mercearia que quase não chama a atenção tamanha a sua timidez. Só que à noite, mais precisamente após às 20h, a coisa muda. O local se transforma no Sambão do Giba, um concorrido pagodão onde a turma vai azarar e "matar o bicho de com força" (como diria o mestre Stanislaw).

Um amigo meu está querendo embarcar nessa tal nova tendência da dupla personalidade empresarial e me disse que vai dar vida nova para sua velha padaria. "Não dizem que o que mais vende é comida e sexo? Vou fazer um cartaz dizendo: Panificadora Santa Edwiges após às 23h também é motel."

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Vagas para idosos

Este hipermercado está trocando todo o board de diretores e gerentes e resolveu preencher as 24 vagas com idosos. A alegação é que os velhinhos estão no exato perfil que a corporação está procurando, pois dormem menos, comem menos, pesam menos, enxergam menos, ouvem menos e falam o que pensam. O único problema é que eles infelizmente também duram menos nos cargos.

Qualquer coisa pode, menos hamburger

No parque das Cataratas os quatis podem comer qualquer coisa, exceto hamburger. A placa é bem explícita quanto a esta restrição alimentar. E não é porque o referido quitute ianque faça mal aos bichinhos, é que eles realmente não gostam de hamburger. Houve um caso de uma pessoa que, desavisadamente, deu um Cheese-Salada para um quati e foi terrivelmente atacada pelo animalzinho de gosto apurado.

Outro caso famoso foi o ataque impiedoso que uma horda de quatis fez a uma dessas lanchonetes famosas de fast-food. Além de aniquilarem todo o estoque de sanduíches e atearem fogo no estabelecimento, pegaram o palhaço-mascote como refém.

Quando em Iguassu Falls, cuidado com os hamburgers.

Obrigado pela foto, Adri.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

The Police


Só para registrar que eu estava lá no Maracanã para ver meus padrinhos do The Police. Keep it up!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Mau elemento

Tirei essa foto na 45° Delegacia de Cães. Esse elemento, o Lucky, está sendo procurado por uma série de crimes caninos inafiançáveis: desvio de biscoitos caninos, tráfico de ração, receptação de ossinhos mastigáveis e vomitar no pet shop.
Notem que há uma instrução fonética de como pronunciar corretamente o nome do cão. Isso me faz pensar como seria dizer Lucky na língua dos cachorros... Provavelmete deve ser au-au...


Quer avisar? Avise direito!

Alguém... Muito vaga essa informação. Só me deixa mais preocupado, afinal na área de um caixa eletrônico sempre tem muita gente. Como vou saber exatamente quem está tentando me dar um golpe? O correto seria um aviso específico como: "Tá vendo aquele cara de camisa preta e tapa-olho? Não se preocupe, ele é cego. Fique esperto é com aquela mulher de óculos e risada igual a do Pica-Pau, ela já pegou a senha de uns dez clientes hoje."

Na pia vale tudo

Alguns estabelecimentos possuem pias em áreas comuns apenas para os clientes lavarem as mãos. Não é nenhuma novidade, já vi isso por aí em diversos restaurantes e bares. O que me deixa preocupado é que o estabelecimento da foto acima teve que botar um aviso dizendo que a pia é apenas para lavar as mãos... Todo aviso existe porque alguém já fez exatamente o contrário do que ele pede. Neste caso imagino os ilustres clientes que foram flagrados fazendo de tudo nesta pia como por exemplo: lavando as axilas, a cabeça, fazendo a barba, escovando os dentes, apoiando os pés para cortar as unhas, lavando as partes baixas, fazendo banho de assento* com permanganato de potássio...

* Na Academia Brasileira de Letras é comum também o banho de acento, que consiste em lavar o corpo com acentos circunflexos, agudos, crase, til, e tremas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Fragmentos arqueológicos

A torrada sempre teve um papel importante na minha vida. Influenciado por meu avô, desde priscas eras eu consumo diariamente algumas fatias da versão integral. O recheio varia entre geléia, requeijão, cream cheese, queijo branco e Nutella, depende do meu estado de espírito e da natureza da refeição (café da manhã, café da tarde, ceia ou lanchinho aleatório). O fato é que a torrada é minha inseparável companheira e amante alimentar, como-a todos os dias.

Em função desta relação de longa data, adquiri um vasto conhecimento sobre como avaliar, escolher, estocar, manusear, consumir e apreciar torradas. Apesar de sensíveis avanços terem sido notados no quesito embalagem ao longo dos anos, ainda estamos longe de ter invólucros realmente confiáveis e que preservem a integridade física das apetitosas lindinhas douradas. Quase frequentemente, ao abrir as embalagens, me deparo com uma terrível realidade: torradas covardemente despedaçadas, estraçalhadas e moídas.

Sinto-me como um arqueólogo buscando vértebras de dinossauro no meio do deserto. Cada fragmento é importante e não deve ser desprezado. Além da óbvia raiva que sinto ao ver torradas esmigalhadas, fico tomado por uma imensa curiosidade, tentando imaginar quais atos truculentos seriam os responsáveis por deixá-las naquela horrenda situação. Em que parte do processo a violência ocorre? Na fabricação? No estoque? No transporte? No ponto de venda? Sinceramente não sei, mas imagino que os supermercados têm sua parcela de culpa. Uma vez eu vi o rapaz que colocava os produtos nas gôndolas fazendo embaixadinha com um pacote de torradas...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Extintores em extinção

Vou perguntar para um bombeiro se apenas quebrando um vidro é possível apagar um incêncio. Caso essa mágica seja possível, sugiro que acabem com todos os extintores e mangueiras. Bastará apenas quebrar vidros perto de incêndios para apagá-los.
A secretária lá de casa quebra um copo todo dia, sendo assim posso ficar tranquilo que de incêndio eu estou livre.

"Amanhã de manhã, vou pedir 1 fatia de queijo para nós dois..."

Fui comprar queijo no supermercado outro dia e me deparei com esta verdadeira declaração de amor ao cliente. Quanta consideração em vender apenas uma mirrada fatia de um queijo que tem mais buraco do que queijo! Fazendo uma conta por cima temos o seguinte: Aproximadamente 15 buracos na fatia / Preço do produto R$ 3,33 = R$0,22 por buraco!

Se a moda pega, em breve teremos embalagens de arroz com 4 grãos... Fui tirar satisfações com o gerente do mercado e ele me disse que Einstein e Stephen Hawkin aprovariam o queijo com buracos (anti-matéria, no jargão científico) e ainda poderiam provar por meio de sofisticadas equações que os buracos dão um sabor todo especial ao produto. Foi o melhor argumento de vendas que ouvi nos últimos tempos, que aliás são relativos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

E aí, vai encarar?

O mercado cada vez mais nos surpreende com seus produtos inusitados e ultra-direcionados para o consumidor moderno. Já vi vários festivais por aí: de camarão, de queijos, de vinhos, etc. Agora, festival de rasteiras é de fato algo inovador e vanguardista. Como diria o poeta, tem gosto para tudo, até para pagar para levar rasteira. O mais pitoresco é que o nome "Festival de Rasteiras" nos dá uma idéia de que ao pagar pelo serviço, o cliente tem à sua disposição uma vasta gama de espécies de rasteiras diferentes: rabo de arraia, rasteira tradicional, chute no vácuo com joelhada, rasteira com paulistinha, até as versões mais sofisticadas com direito a dedo no olho, calcanhar na virilha, puxão de cabelo, peba na testa e chubaba.
Não só os organizadores estão de parabéns pela pioneira iniciativa, como também pela sinérgica idéia de realizar o evento ao lado de um pronto-socorro ortopédico.

Foto de Patrícia Cavalcante.
Obrigado, Paty.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O valioso papel higiênico

Para que o cadeado se dá para pegar o papel higiênico por baixo? Pelo santo amor da Trindade e das Almas Benditas, para que o cadeado? O cadeado deve custar mais caro do que o papel que ele está protegendo. O ladrão sabido vai roubar o cadeado e não o papel higiênico...

Aqui ninguém entra!


Antigimos o mais alto patamar da miopia em placas com este exemplo aqui. O camarada quer deixar tão claro que passar por esta porta é coisa para poucos, que acabou por proibir a entrada de qualquer coisa! Até mesmo o cara que botou a placa está proibido de entrar, ele se auto-proibiu! Simplesmente é proibida a entrada e ponto final. Já que o objetivo é não entrar, questiono a própria existência da porta. Para que se dar ao trabalho de instalar uma porta que ninguém vai poder abrir?

Respeite os idosos


Até os bonequinhos de placa envelhecem, é a lei da natureza. Agora, por que a representação de um idoso precisa ser com dor nas costas? Deram uma bengala e um reumatismo pro coitado do boneco velhinho. E por acaso todo idoso tem dor nas costas? Os que já morreram certamente não sofrem mais deste problema, mas entre os que estão na ativa, muitos nem sabem o que é uma dor nas costas. Se eu fosse um idoso e não tivesse dor nas costas e nem usasse bengala, sairia arrancando todas essas placas zombeteiras.
Agora experimentem ver a mesma placa só que sem a bengala. De um idoso vamos para algo do tipo: "Aqui é permitido dançar na boquinha da garrafa..."

domingo, 16 de setembro de 2007

Quase!


Cartaz pendurado num supermercado de Boituva no feriado do 7 de setembro. Estava indo direitinho até que um erro de concordância destruiu toda uma obra, todo um sonho. Não foi desta vez, caro cartazista. Continue tentando que um dia você brilhará!

Inclua-me fora dessa...

Isto é um convite ou uma ameaça? Cozinha de restaurante é como o interior do corpo humano. Se você visse a bagunça e sujeira que é lá dentro, nunca mais chegaria perto.

As abomináveis pessoas incompletas


Fazendo uma interpretação literal do aviso, temos: "Cuidado! Área sujeita a aparições de pessoas sem mãos, pés e pescoço. Se alguma delas se aproximar de você, não corra. Apenas afaste-se lentamente e busque ajuda."

domingo, 12 de agosto de 2007

Eu vi direito?


Vejam até onde vão os mercados na sua febre para vender produtos. Um quadrinho do Papabento ao lado de protetores para fogão. Sinceramente não consegui entender uma relação entre estes produtos. Vai ver como o fogão remete a fogo e fogo a inferno, o quadrinho do Papa é para proteger os desafortunados que possam cair na lábia do tinhoso... Só pode ser isso, uma mensagem subliminar eclesiástica nas prateleiras neoliberais dos mercados de varejo.
PS: reparem no precinho salgado do quadrinho do pontífice...

Tem preço para tudo


Menos para mim, acho que não valho nada...